terça-feira, 16 de março de 2010

A Biblioteca dos encantos

Matilde era a típica jovem desinteressada que desprezava a leitura. O seu vocabulário era tão reduzido como o de uma criança de seis anos, porém não fazia qualquer esforço para melhorar a sua capacidade de expressão.

Nos tempos livres, sentava-se em frente à televisão e assistia a todos os programas dispensáveis que conseguisse encontrar nos intermináveis zapings que fazia. Sempre que tinha oportunidade saía com os amigos, chegava a casa de manhã e descartava mais um dia de aulas. Faltava e quando não faltava era o pior pesadelo dos professores.

Certo dia foi a mais uma festa com os amigos, a um local, para ela, totalmente desconhecido, as paredes encontravam-se repletas de prateleiras e as prateleiras estavam apinhadas de livros. Fazia-se sentir um cheiro intenso e desagradável, na sua opinião, mas a música era fantástica e a diversão reinava. Fechou os olhos e, por momentos, esqueceu aquela decoração bizarra. Afinal era apenas mais uma festa, mais uma noite de diversão e irresponsabilidade.

As horas passaram e Matilde foi-se divertindo. Até que de repente o silêncio tomou conta do espaço. Tinha-se abstraído de tal forma que não se apercebeu de que todos tinham ido embora e que se encontrava agora sozinha no meio de um corredor desconhecido que não oferecia qualquer tipo de conforto.

Sentou-se num canto e esperou que o tempo passasse, que alguém viesse abrir a porta, que algo a salvasse daquela situação indesejada.

Mas as horas passaram e nada. Via os raios de sol atravessarem os vidros, mas as janelas tinham grades. Sentia-se presa num pesadelo.

Então levantou-se e pegou num livro. Era pesado, as folhas amareladas e um odor bafiento. Abriu-o. Folheou-o. Sentiu cócegas nos dedos. A curiosidade ia aumentando, os seus olhos abriam-se cada vez mais e não resistiu, leu. As palavras eram demasiado elaboradas, não conseguia decifrá-las. Procurou um dicionário, não se lembrava bem como encontrar as palavras, afinal nunca tinha prestado atenção, mas lá foi conseguindo.

Era um livro de fantasia. Conseguia imaginar as personagens, as paisagens, tudo ganhava forma na sua mente. Deu consigo a viajar por outras paragens e tudo graças a umas simples linhas. Tinha descoberto a peça que lhe faltava, o prazer da leitura.

Leu um, dois, três livros. Já não sentia o tempo a passar. E quando olhou pela janela, já a noite tinha caído, era uma noite estrelada.

Viu uma secretária desarrumada ao fundo do corredor, aproximou-se. Os papéis empilhavam-se, pareciam registos de livros. Ao lado, amontoavam-se folhas em branco e uma caneta. Não resistiu ao impulso, pegou nas folhas e escreveu. Tudo se tornou mágico, as palavras fluíam na sua mente e a frase seguinte tomava forma rapidamente.

Cansada, adormeceu.

Na manhã seguinte, sentiu um toque no braço. Era um dos funcionários da biblioteca, a quem relatou a sua fantástica experiência.

Já em casa, sentia-se diferente. Tomou um banho e dirigiu-se à escola. Manteve-se concentrada durante todo o dia e em todas as aulas foi elogiada pelos professores.

Era outra pessoa, sentia-se sábia, descobrira o seu caminho…




[O meu texto foi escolhido para representar a escola óh yeah 8D E desde já os meus parabéns ao pessoal das ilustrações :) deram uma cara às minhas palavras e ficou totalmente awesome. e diz que ao clicar na imagem ela aumenta ]

sábado, 13 de março de 2010

Esgotar

Estou a ficar farta das pessoas que têm horários para mim nas suas vidas, que me usam como uma ocupação dos tempos livres. E quando lhes pago na mesma moeda berram, esperneiam e juram que me vou arrepender.
O grande problema é que eu sinto as atitudes e a paciência nunca foi uma das minhas virtudes.



So if you wanna leave, take good care
Hope you make a lot of nice friends out there
But just remember there's a lot of bad and beware

quarta-feira, 10 de março de 2010

Gostaria de dizer que foi é perfeito.

Mas como não gosto de dar fim ao que nunca teve lugar, vou dar-lhe um era imperfeito e empacotar a lógica.

Dar-lhes-ei razão mais tarde.

Take only what you need from it .

terça-feira, 9 de março de 2010

Renascimento

Afinal é preciso distância para sentir saudades e isso não é necessariamente uma coisa má.

Há quem diga que as segundas oportunidades são pura perda de tempo e que à primeira quem quer cai mas à segunda só cai quem quer.
Eu cá digo que vale arriscar. Ao perder também se ganha. E errar faz parte do crescer.

Tens a minha sentença de morte e a assinatura está em ordem. Só espero que não lhe dês uso.

Apostei em ti e juro que me apetece ganhar.

sábado, 6 de março de 2010

Fevereiro Fevereiro, porque me abandonaste? :(

terça-feira, 2 de março de 2010


Prometo que vou pagar em raiva .

A tua sorte é que eu não cumpro as minhas promessas

I walked this line
A million and one fucking times
But not this time